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Olha só quanta coisa

04 de Agosto de 2009

Olha só quanta coisa bacanuda acontece hoje: às 19h00, 20h15 e 21h30, na Cinemateca, sessões de A Visita, Laurita e A Guerra de Arturo (sendo que o roteiro deste último foi escrito por moi). Estarei na sessão das 21h30. E, às 23h30, na MTV, quarto episódio de Descolados.

Diversão a valer, é ou não é? E tem coisa mais chata que alguém perguntar se “é ou não é”? Tem ou não tem?

No episódio de Descolados, por favor atentem ao narrador do trailer do cinema. Reparem na voz cheia de emoção, carisma, profundidade. E reparem, também, que a voz é minha.

(E ainda bem que gravei aquilo semana passada, porque depois fiquei com uma dor de garganta que só começou a arregar hoje, e ia parecer que o narrador tinha feito uma traqueostomia.)

Voo é o super-poder

06 de Agosto de 2009

Voo é o super-poder mais legal, mas parece não ser suficiente pros super-heróis de verdade. Eles nunca voam, que isso é coisa de herói pobrinho, tipo quem tem um Porsche mas comprou usado no feirão; eles controlam o tempo, disparam raios de energia, viram purpurina, dançam o quebra-nozes – e também voam. Meio que um brinde, e ninguém presta muita atenção, só serve pra chegar mais rápido nos lugares e salvar umas mocinhas que caem de prédios. (Aliás, nunca entendi direito essa história de salvar mocinha caindo, porque o impacto de ser subitamente agarrada a dois metros do chão é quase o mesmo de simplesmente atingir o chão – a não ser que o herói a desacelerasse aos pouquinhos, o que eles nunca fazem, ou que ele tivesse uns braços muito, muito macios –, e a mocinha morreria de qualquer maneira, ou pelo menos quebraria umas costelas e teria hemorragia interna grave).

(No Matrix Reloaded é ainda pior porque a Trinity estava caindo a, no máximo, 524,13km/h, que é o recorde mundial de velocidade em queda livre, e o Neo aparece voando a um zilhão de km/h, arrastando carro e tudo; ou seja, caindo na calçada a Trinity morreria e tal, mas sendo pega pelo Neo ela viraria geleca.)

(Tá, parei.)

Rocketeer é legal porque é inteiro sobre um cara que voa usando jet-pack, sem visão de raio-x nem força sobre-humana1. É legal também porque tem a Jennifer Connelly novinha. Foi meio que um fracasso de bilheteria, porque lançaram logo antes do Exterminador do Futuro II, e aí não dá, né? Mas é bem divertido, e o capacete que o Bill Campbell usa é a coisa mais bacana do mundo.

Também tinha um filme que passava no SBT sobre um moleque que voava, mas ele não usava jet-pack, voava por voar mesmo, e se não me engano era meio gordo. As pernas e os braços dele ficavam pendurados, balançando molengas, meio triste de ver. Porque voava, o moleque era perseguido por todo mundo – governo, cientistas, imprensa – e acabava indo embora depois de se despedir da menininha que ele gostava. É, contei o final, mas não importa muito, era tosco e vocês não iam querer assistir.

E também vi Tron outro dia, mas em Tron ninguém voa, então deixa pra lá.

E aquela pergunta? “Você preferiria voar ou ficar invisível?” Eu sempre me assustei com pessoas que escolhem ficar invisíveis. Ora, ora! Bando de pervertidos esperando uma chance de olhar as garotas nos vestiários, isso sim. Não que eu não queira olhar as garotas nos vestiários, claro que quero. Mas é pra isso que inventaram a internet – enquanto que jogar Flight Simulator está longe, muito longe, de um jet-pack de verdade.

  1. Até hoje fantasio em ter um jet-pack, taí uma vontade de criança que jamais superei. []

Ontem eu estava dormindo

09 de Agosto de 2009

Ontem eu estava dormindo, tranquilo, aproveitando que não tinha horário pra acordar, quando ouvi uma barulheira lá na rua. Decidi ignorá-la, porque a cama estava gostosa. O interfone tocou. Ignorei-o também, provavelmente era engano. Então alguém socou minha porta. Oquei, aí já era demais.

Fui abrir e encontrei um policial percorrendo os corredores e batendo em todas as portas. E, assim que ele me viu, disse: “Desce pela escada que o prédio tá pegando fogo!”

Ih, rapaz.

Desci, ainda com a calça moletom cinza que me serve de pijama, e encontrei um monte de gente na calçada: moradores, policiais e uns curiosos. Lá de baixo, víamos a fumaça saindo do topo do prédio.

Chegaram os bombeiros, naquele caminhão legal – caminhão de bombeiro é o máximo –, e eles foram olhar o que estava acontecendo.

E era bem menos emocionante do que parecia. Algo a ver com o exaustor do Sujinho. Em menos de 15 minutos nos disseram que tava tudo certo e que a gente já podia subir.

Tá, tá, eu sei, é um final meio sem clímax. Mas acho que, nesse caso, prefiro arcar com a falta de um clímax a ter uma narrativa explosiva pra contar – especialmente porque essa explosão envolveria meus livros, meu computador, minhas roupas.

Anyway. Um jeito atípico de começar um sábado.

Lucky Manuelo

12 de Agosto de 2009

Das músicas-que-ficam-na-cabeça-e-não-saem-nunca-mais, Lucky Manuelo é a maior1. Mas você nunca ouviu falar de Lucky Manuelo que eu sei, nem adianta fazer essa cara de entendido tentando me enganar. Ela é de um filme chamado Iedereen– não, espera, para com isso!, saia já do YouTube, não é pra procurar, agora não é o momento. Tenha modos e deixe-me terminar.

Então, estava falando. A música é de um filme chamado Iedereen beroemd!, traduzido, sei lá se bem ou mal, como Fama para todos. É um filme belga, e quantos filmes belgas você já viu? Mas isso não importa.

A questão é que a música só toca lá pro final, e é pra ser emocionante, e se você assistir agora, assim, sem contexto, não vai ter emoção. E aí não pode, não pode. Você não quer estragar o Iedereen! Tem que assistir ao filme inteiro e se emocionar, que nem eu fiz, e só depois ficar cantarolando Lucky Manuelo no banho, no trabalho, enquanto come farofa e salpica toda a mesa. Então vai lá e aluga.

Também ando ouvindo muito a 104a sinfonia do Haydn, mas isso só estou falando pra parecer cult e sofisticado, uh, olha só, ele ouve música clássica.

Outra boa de cantarolar, e que também é bonitinha e emociona, é a do Discovery Channel. Talvez você conheça; se não, tá aqui:

  1. Considerando, claro, só as músicas bacaninhas, não as que levam ao suicídio. []

Apetrechos

18 de Agosto de 2009

Uma lista dos apetrechos mais legais do cinema, aqui publicada sem nenhum motivo especial:

● sabre de luz;
● o skate do De Volta para o Futuro;
● DeLorean (as a time machine);
jet-pack do Rocketeer (capacete incluso).

Não está em ordem, mas ainda acho que sabre de luz ganha do skate, por mais que eu goste do skate. Com certeza há outros bacanas, mas esses são os que constantemente fantasio em ter.

E, pensando agora, um Death Note também seria legal. Mas isso é minha faceta homicida falando, fica quieta, faceta homicida!

Alfajor

26 de Agosto de 2009

Ó, vou contar um segredo, mas não espalha. Ele foi passado de geração a geração de minha família, como uma relíquia, como um amuleto; uma técnica centenária, descoberta pelo meu ilustre antepassado Sir Martín Scott Koshikumo. Se a compartilho, é porque sou bom e caridoso, e porque tirei no biscoito da sorte a mensagem “Compartilharás um centenário segredo de família no teu blog”, e sei lá, não gosto muito de contrariar biscoitos da sorte1.

Então aqui vai. Pegue papel e caneta, ou imprima este post. Se bem que não precisa não, é fácil de lembrar:

Quando você quiser comer um alfajor, mas não tiver um alfajor, coma uma batatinha Ruffles e, em seguida, um Bis; o Bis vai ficar com gosto de alfajor.

É sério, funciona. As batatas devem ser tradicionais, sem aqueles temperos meio estranhos de churrasco, carne-seca, alho-poró com azeitona; e o Bis deve ser o de chocolate preto. Outras combinações talvez deem certo, mas não garanto.

Se fizer tudo direitinho e ainda assim o Bis não se parecer com um alfajor, você provavelmente tem uma deficiência genética grave e seus olhos vão secar amanhã ou depois. Não, não, brincadeira – mas é exatamente isso que eu desejo para o primeiro que perguntar, “E se eu não tiver Ruffles nem Bis, e aí?” Aí, meu amigo, senta, chora e tenha um derrame. Ou compre um alfajor, se quiser muito.

  1. Também vieram uns números de loteria, mas apostei e não ganhei nada. []