Ontem eu estava dormindo, tranquilo, aproveitando que não tinha horário pra acordar, quando ouvi uma barulheira lá na rua. Decidi ignorá-la, porque a cama estava gostosa. O interfone tocou. Ignorei-o também, provavelmente era engano. Então alguém socou minha porta. Oquei, aí já era demais.
Fui abrir e encontrei um policial percorrendo os corredores e batendo em todas as portas. E, assim que ele me viu, disse: “Desce pela escada que o prédio tá pegando fogo!”
Ih, rapaz.
Desci, ainda com a calça moletom cinza que me serve de pijama, e encontrei um monte de gente na calçada: moradores, policiais e uns curiosos. Lá de baixo, víamos a fumaça saindo do topo do prédio.
Chegaram os bombeiros, naquele caminhão legal – caminhão de bombeiro é o máximo –, e eles foram olhar o que estava acontecendo.
E era bem menos emocionante do que parecia. Algo a ver com o exaustor do Sujinho. Em menos de 15 minutos nos disseram que tava tudo certo e que a gente já podia subir.
Tá, tá, eu sei, é um final meio sem clímax. Mas acho que, nesse caso, prefiro arcar com a falta de um clímax a ter uma narrativa explosiva pra contar – especialmente porque essa explosão envolveria meus livros, meu computador, minhas roupas.
Anyway. Um jeito atípico de começar um sábado.


07 de September de 2009, 9:54 pm
Eu acho que o fato da sua casa quase ter sido incendiada merece pelo menos um comentário.Mesmo que seja: Nossa, cara, que sorte. Ainda bem que não era nada. Já pensou?
Adorei o seu blog, grande achado! Vou ler sempre.
06 de October de 2009, 5:31 pm
Olha, já passei por isso. Achei super anticlímax os bombeiros terem ido apagar o fogo – principalmente porque eu já tinha saído do prédio.