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Arturo

01 de September de 2009

Cês viram? Cês viram? O Arturo foi um dos 10 curtas brasileiros mais bem votados pelo público no 20o Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo. E também ganhou o prêmio Teleimage e o prêmio CTAv.

Bacana, né?

A Guerra de Arturo

Esse aí é o pôster que o Mathé fez pro filme (clica na imagem pra ver em alta resolução). Ele também fez o pôster do Velhas Virgens – Atrás de Cerveja e Mulher, documentário que eu montei. E hoje, às 23h30, na MTV, vai ter desenho dele no Descolados. Então assiste lá.

What would you do

15 de September de 2009

Sabe quando você reencontra, revisita, reassiste algo da infância, e não é tão legal? As piadas não têm muita graça, o que era pra emocionar constrange, a diversão resulta em tédio. E você se pergunta, incrédulo, “Como é que eu podia gostar de uma coisa dessas?”, e dispensa aquele fragmento do seu passado com um movimento aparentemente casual de mão, como quem diz que aquilo já era, que aquilo ficou velho e tolo.

Mas, na verdade, na verdade, você sabe que foi você quem ficou velho. Que está menos ingênuo, e talvez mais tolo, e o mundo não parece mais tão acolhedor; e se dá conta de que, oh meu deus, as coisas mudam, e agora você é um cínico ranzinza, com linhas de expressão na testa e em volta dos olhos, e se sente cansado, cansado, e a pergunta passa de “Como é que eu podia gostar de uma coisa dessas?” para “Por que é que agora eu não gosto?” E você percebe que entende algo sobre o tempo, sobre a morte.

Mas não é o que acontece com Anos Incríveis.

Anos Incríveis continua legal.

Assisti de novo ao primeiro episódio uns dias atrás. E fiquei todo emocionado, talvez até mais do que ficava antes, quando passava na Cultura na hora do jantar e eu assistia na televisão pequena usando fone de ouvido porque meus pais queriam ver outra coisa – não lembro o quê – na grande1. (A televisão pequena era daquelas antigas que, pra mudar de canal, tinha que girar um dial. E, acabo de perceber, lembrar dela também faz com que me sinta meio velho. Só que de um jeito mais bacaninha.)

Quando o Kevin beija a Winnie e When a maaan loves a wooomaaan começa a tocar, há duas reações que você pode ter. A primeira é achar a cena brega. É uma resposta absolutamente compreensível e correta: denota sua resistência às construções mais óbvias do discurso audiovisual, e um certo gosto por soluções sofisticadas e elegantes, e aqui vão meus parabéns.

Também deixa claro que você não tem coração.

A outra possibilidade é achar a cena bonita e ficar emocionado. Mas não porque você seja um pequeno suricate ingênuo que caminha sem perceber para as mais baratas armadilhas melodramáticas da dramaturgia. Na verdade, é quase o contrário. Você entende os códigos, entende a manipulação – e não se incomoda. Fica emocionado porque, diabos, é o primeiro beijo do Kevin, e você gosta do Kevin, e gosta da Winnie, e o Kevin está beijando a Winnie.

Não se emocionar com a cena é ainda estar preso naquela ideia tola de que o legal é ser sempre crítico, e nunca estar satisfeito, e dizer orgulhoso que a-há!, sou esperto demais para cair nesse truque barato, vou lá assistir Gordard porque esse sim. Quer dizer, você pode até não ser mais ingênuo. Mas ainda é idiota.

  1. Uma vez, quando o episódio começou, cantei junto o tema de abertura, querendo mostrar que sabia inglês e tal. Mas claro que não sabia, e cantei tudo errado, e meu pai me mandou ficar quieto que eu estava atrapalhando. []

Up

24 de September de 2009

Não gostar de Up é o mesmo que assinar o atestado de óbito da alma.