Ó, vou contar um segredo, mas não espalha. Ele foi passado de geração a geração de minha família, como uma relíquia, como um amuleto; uma técnica centenária, descoberta pelo meu ilustre antepassado Sir Martín Scott Koshikumo. Se a compartilho, é porque sou bom e caridoso, e porque tirei no biscoito da sorte a mensagem “Compartilharás um centenário segredo de família no teu blog”, e sei lá, não gosto muito de contrariar biscoitos da sorte1.
Então aqui vai. Pegue papel e caneta, ou imprima este post. Se bem que não precisa não, é fácil de lembrar:
Quando você quiser comer um alfajor, mas não tiver um alfajor, coma uma batatinha Ruffles e, em seguida, um Bis; o Bis vai ficar com gosto de alfajor.
É sério, funciona. As batatas devem ser tradicionais, sem aqueles temperos meio estranhos de churrasco, carne-seca, alho-poró com azeitona; e o Bis deve ser o de chocolate preto. Outras combinações talvez deem certo, mas não garanto.
Se fizer tudo direitinho e ainda assim o Bis não se parecer com um alfajor, você provavelmente tem uma deficiência genética grave e seus olhos vão secar amanhã ou depois. Não, não, brincadeira – mas é exatamente isso que eu desejo para o primeiro que perguntar, “E se eu não tiver Ruffles nem Bis, e aí?” Aí, meu amigo, senta, chora e tenha um derrame. Ou compre um alfajor, se quiser muito.
- Também vieram uns números de loteria, mas apostei e não ganhei nada. [↩]

